sábado, 4 de setembro de 2010

Lição 8
14 a 21 de agosto



O homem de Romanos 7


Lição 832010




Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jr 14–16

Verso para Memorizar: “Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra” (Romanos 7:6).

Leituras da semana: Romanos 7

Poucos capítulos da Bíblia têm criado mais controvérsia do que Romanos 7. Quanto aos assuntos envolvidos, o The SDA Bible Commentary diz: “O significado dos v. 14-25 tem sido um dos problemas mais discutidos em toda a epístola. As principais questões são quanto a ser ou não autobiográfica a descrição dessa intensa luta moral, e, nesse caso, se a passagem se refere à experiência de Paulo antes ou depois da conversão. Que Paulo estava falando da própria luta pessoal contra o pecado é evidente pelo significado mais simples de suas palavras (cf. v. 7-11; [Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 19; Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 475]). Também é certamente verdade que ele está descrevendo um conflito comum a todos os que são confrontados pelas reivindicações espirituais da santa lei de Deus e despertados por elas” (The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 553).

Os estudiosos da Bíblia divergem se Romanos 7 era a experiência de Paulo antes ou depois da conversão. Qualquer posição que se tome, o importante é que a justiça de Jesus nos cobre e que, em Sua justiça, estamos perfeitos diante de Deus, que promete nos santificar, nos dar vitória sobre o pecado e nos conformar “à imagem de Seu Filho” (Rm 8:29). Estes são os pontos cruciais que precisamos conhecer e experimentar na busca de espalhar “o evangelho eterno” a “cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6).




Domingo
Ano Bíblico: Jr 17–19

Sujeitos à lei?

 
1. Que ilustração Paulo usa para mostrar a seus leitores a relação que o cristão tem para com a lei, e que lição ele tira com essa ilustração? Rm 7:1-6


A ilustração de Paulo em Romanos 7:1-6 é um pouco obscura, mas uma análise cuidadosa da passagem nos ajudará a seguir seu raciocínio.

No contexto global da carta, Paulo estava lidando com o sistema de adoração estabelecido no Sinai; isto é frequentemente o que ele queria dizer pela palavra lei. Os judeus tinham muita dificuldade para entender o fato de que esse sistema, dado a eles por Deus, devia terminar com a vinda do Messias. Esse é o problema que Paulo estava discutindo – os judeus convertidos ainda não estavam prontos a abandonar o que era parte muito importante de sua vida.

Em essência, a ilustração de Paulo é a seguinte: uma mulher está casada com um homem. A lei a liga a ele enquanto ele viver. Durante a vida dele, ela não pode se casar com outro homem. Mas, quando ele morrer, ela estará livre da lei que a prendia a ele (v. 3).

2. Como Paulo aplica a ilustração da lei do casamento ao sistema do judaísmo? Rm 7:4, 5


Assim como a morte do marido libera a mulher da lei de seu marido, a morte da antiga vida na carne, por intermédio de Jesus Cristo, libera os judeus da lei que se esperava que guardassem até que o Messias, o antítipo, cumprisse os tipos ali estabelecidos.

Então, os judeus estavam livres para se “recasar”. Eles estavam convidados a se casar com o Messias ressuscitado e, assim, produzir fruto para Deus. Essa ilustração foi mais um recurso que Paulo usou para convencer os judeus de que agora estavam livres para abandonar o antigo sistema.

Novamente, considerando tudo o que Paulo e o restante da Bíblia dizem sobre a obediência aos Dez Mandamentos, não faz sentido afirmar aqui que Paulo estava dizendo a esses conversos judeus que os Dez Mandamentos não mais estavam em vigor. Os que usam esses textos para tentar provar assim – que a lei moral foi abolida – realmente não querem dizer isso, de qualquer maneira; o que eles realmente querem dizer é que só o sábado foi revogado, não o restante da lei. O entendimento de que esses versos ensinam que o quarto mandamento foi abolido, suplantado ou substituído pelo domingo é uma tentativa de lhes dar um significado que as palavras nunca tiveram.




Segunda
Ano Bíblico: Jr 20–23


É a lei pecado?


Se Paulo estava falando sobre todo o sistema da lei no Sinai, que dizer de Romanos 7:7, em que ele menciona especificamente um dos Dez Mandamentos? Isso não refuta a posição, adotada ontem, de que Paulo não estava falando sobre a abolição dos Dez Mandamentos?

A resposta é: Não! Novamente, devemos ter em mente que a palavra lei, para Paulo, é todo o sistema introduzido no Sinai, o que incluía a lei moral mas não estava limitado a ela. Consequentemente, Paulo podia citar um dos Dez Mandamentos, como também qualquer outra parte de todo o sistema judaico, a fim de demonstrar seus argumentos. Porém, quando o sistema findou, na morte de Cristo, a lei moral, que existia mesmo antes do Sinai e existe depois do Calvário, não estava incluída.

3. Qual é a relação entre a lei e o pecado? Rm 7:8-11


Deus Se revelou aos judeus dizendo-lhes em detalhes o que era correto e o que era errado em questões morais, civis, cerimoniais e de saúde. Ele também explicou as penalidades para a violação das várias leis. A violação da vontade revelada de Deus é definida aqui como pecado.

Deste modo, Paulo explicou, ele não teria sabido se era pecado cobiçar sem ter sido informado desse fato pela “lei”. Sendo o pecado a violação da vontade revelada de Deus, onde a vontade revelada é desconhecida, não existe consciência do pecado. Quando essa vontade revelada é tornada conhecida para uma pessoa, ela vem a reconhecer que é pecadora e está sob condenação e morte. Neste sentido, a pessoa morre.

Na linha de argumentação de Paulo, aqui e ao longo dessa seção, ele está tentando construir uma ponte para levar os judeus – que veneravam a “lei” – a ver Cristo como seu cumprimento. Ele está mostrando que a lei era necessária mas que sua função era limitada. A lei deveria mostrar a necessidade de salvação; nunca foi criada para ser o meio de obter essa salvação.

“O apóstolo Paulo, relatando sua experiência, apresenta uma verdade importante quanto ao que acontece na conversão. Ele diz: ‘sem a lei, eu vivia’ – e ele não sentia nenhuma condenação; ‘mas, sobrevindo o preceito’, quando a lei de Deus foi apresentada a sua consciência, ‘reviveu o pecado, e eu morri’. Então, ele se viu como pecador, condenado pela lei divina. Note isto: foi Paulo, e não a lei, que morreu” (Comentários de Ellen G. White, The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1.076).



Terça
Ano Bíblico: Jr 24–26


A Lei santa


4. No contexto do que foi discutido até aqui, o que significa que “a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom”? Rm 7:12


Visto que os judeus veneravam a lei, Paulo a exalta em todos os sentidos possíveis. A lei serve para o que faz, mas não pode fazer o que nunca foi preparada para fazer: nos salvar do pecado. Para isso, precisamos de Jesus, porque a lei – seja todo o sistema judaico, seja a lei moral em particular – não pode trazer salvação. Só Jesus e Sua justiça, que nos vem pela fé, podem fazer isso.

5. A quem Paulo culpa por sua condição de “morte”, e o que ele isenta? Por que essa distinção é importante? Rm 7:13


Neste verso, Paulo apresenta a “lei” no melhor sentido possível. Ele escolhe culpar o pecado, não a lei, por sua terrível condição pecaminosa, isto é, por ter produzido nele “todo tipo de desejo cobiçoso” (v. 8, NVI). A lei é boa, pois é o padrão divino de conduta, mas, como pecador, Paulo estava condenado diante dela.

6. Por que o pecado teve tanto sucesso em mostrar Paulo como um pecador terrível? Rm 7:14, 15

Por ser carnal, Paulo precisava de Jesus Cristo. Só Jesus Cristo podia remover a condenação (Rm 8:1). Só Jesus Cristo podia livrá-lo da escravidão do pecado.

Paulo se descreve como “vendido à escravidão do pecado”. Ele é escravo do pecado. Não tem liberdade. Não pode fazer o que deseja. Tenta fazer o que a boa lei lhe diz para fazer, mas o pecado não lhe permite.

Por esta ilustração, Paulo estava tentando mostrar aos judeus que precisava do Messias. Ele já havia mostrado que a vitória só é possível debaixo da graça (Rm 6:14). Esse mesmo pensamento é reenfatizado em Romanos 7. Viver debaixo da “lei” significa escravização ao pecado, um senhor impiedoso.



Quarta
Ano Bíblico: Jr 27–29

O homem de Romanos 7


7. “Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7:16, 17). Que luta é apresentada nesses versos?


Usando a lei como um espelho, o Espírito Santo convence a pessoa de que está desagradando a Deus ao não cumprir os requisitos da lei. Pelos esforços para atender a esses requisitos, o pecador mostra que concorda que a lei é boa.

8. Repetindo pensamentos anteriores, como Paulo descreve sua batalha espiritual? Rm 7:18-20


A fim de impressionar a pessoa sobre sua necessidade de Cristo, o Espírito Santo frequentemente leva a pessoa através de um tipo de “Experiência da Antiga Aliança”. Ellen G. White descreve assim a experiência de Israel: “O povo não compreendia a pecaminosidade de seu coração, e que sem Cristo lhe era impossível guardar a lei de Deus; e prontamente entrou em concerto com Deus. Entendendo que eram capazes de estabelecer sua própria justiça, os filhos de Israel declararam: ‘Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos’ (Êx 24:7). Haviam testemunhado a proclamação da lei, com terrível majestade, e tremeram aterrorizados diante do monte e, no entanto, se passaram apenas algumas semanas antes que violassem seu concerto com Deus e se curvassem para adorar uma imagem esculpida. Não poderiam esperar o favor de Deus mediante um concerto que tinham violado; e agora, vendo sua índole pecaminosa e necessidade de perdão, foram levados a sentir que necessitavam do Salvador revelado no concerto abraâmico” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 371, 372).

Infelizmente, deixando de renovar diariamente sua dedicação a Cristo, muitos cristãos, na realidade, estão servindo ao pecado, por mais que abominem admitir isso. Racionalizam que estão passando pela experiência normal de santificação e que simplesmente ainda têm um longo caminho a percorrer. Assim, em vez de levar os pecados conhecidos a Cristo e pedir a vitória sobre eles, escondem-se atrás de Romanos 7, que lhes diz, pensam eles, que é impossível fazer o que é certo. Na realidade, esse capítulo está dizendo que é impossível fazer o certo quando a pessoa está escravizada ao pecado, mas a vitória é possível em Jesus Cristo.

Você está tendo as vitórias sobre o eu e o pecado que Cristo promete? Se não, por quê? Que escolhas erradas você, e você só, está fazendo?



Quinta
Ano Bíblico: Jr 30–32

Livres da morte


9. Que batalha tinha Paulo em seu cristianismo? Rm 7:21-23. Essa batalha é característica só dos que não são convertidos? É possível que um cristão tenha as mesmas lutas?


Nesta passagem, Paulo compara a lei em seus membros (seu corpo) com a lei do pecado. “Segundo a carne”, diz Paulo, ele servia à “lei do pecado” (Rm 7:25). Mas servir ao pecado e obedecer à sua lei significa morte (veja v. 10, 11, 13). Consequentemente, seu corpo – que agora agia em obediência ao pecado – podia ser descrito apropriadamente como “o corpo desta morte”.

A lei da mente é a lei de Deus, revelação que Deus faz de Sua vontade. Sob a convicção do Espírito Santo, Paulo consentia com essa lei. Sua mente decidia guardá-la, mas, quando tentava, ele não podia, porque seu corpo queria pecar. Quem nunca sentiu essa mesma luta? Em sua mente você sabe o que quer fazer, mas sua carne clama por outra coisa qualquer.

10. Como podemos ser salvos dessa situação difícil em que nos achamos? Rm 7:24, 25


Alguns têm indagado por que, depois de alcançar o clímax glorioso na expressão “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor”, Paulo se referiu uma vez mais às lutas de que aparentemente tinha sido liberto. Alguns entendem a expressão de ação de graças como uma exclamação entre parênteses. Acreditam que essa exclamação segue naturalmente o grito: “Quem me livrará?” Acreditam que, antes de continuar com a discussão ampliada da libertação gloriosa (Romanos 8), Paulo resume o que disse nos versos anteriores e confessa uma vez mais o conflito contra as forças do pecado.

Outros sugerem que por “eu, de mim mesmo” Paulo quer dizer: “deixado a mim mesmo, deixando Cristo fora do quadro”. De qualquer forma que sejam entendidos esses versos, uma coisa deve permanecer clara: entregues a nós mesmos, sem Cristo, somos impotentes contra o pecado. Com Cristo, temos nova vida nEle, em que – embora o eu ressurja constantemente – as promessas de vitória são nossas se escolhermos reivindicá-las. Assim como ninguém pode respirar por você, tossir por você nem espirrar por você, ninguém pode se render a Cristo por você. Só você pode fazer essa escolha. Não existe outro caminho para atingir as vitórias que nos são prometidas em Jesus.



Sexta
Ano Bíblico: Jr 33–35


Estudo adicional


Leia Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 212-215, “A Lei Perfeita”; p. 308-310, “Um Divino Portador de Pecados”; A Ciência do Bom Viver, p. 84, 85: “A Cura da Alma”; p. 452-454: Buscar o Verdadeiro Conhecimento; Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 323: “A Vitória de Cristo Redime o Pecado de Adão”.

Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de Deus e em paz com Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao mesmo tempo continua em pecado” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 213).

“Paulo desejava que seus irmãos vissem que a grande glória de um Salvador que perdoa os pecados dava significado a todo o sistema judaico. Desejava também que eles vissem que, quando Cristo veio ao mundo e morreu como sacrifício pelo ser humano, o tipo encontrou seu antítipo.

“Depois que Cristo morreu na cruz como oferta pelo pecado, a lei cerimonial não mais teve força alguma. Mas estava conectada com a lei moral, que era gloriosa. O todo levava o selo da Divindade e expressava a santidade e justiça de Deus. E se o ministério da dispensação a ser encerrado já era glorioso, quanto mais seria gloriosa a realidade, quando Cristo fosse revelado, dando Seu Espírito vivificante e santificador a todos os que cressem!” (Comentários de Ellen G. White, The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1.095).

Perguntas para consideração

Quem acha você que é o homem de Romanos 7? Paulo, antes ou depois da conversão? Ou este capítulo fala de alguma outra coisa completamente diferente? Que explicação você tem para sua resposta? Comente em classe as respostas dadas.

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