sábado, 4 de setembro de 2010

Lição 3
10 a 17 de julho



Todos pecaram


Lição 332010




Sábado à tarde
Ano Bíblico: Pv 1–3

Verso para Memorizar: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).

Leituras da semana: Rm 1:16, 17, 22-32; 2:1-10, 17-23; 3:1, 2, 10-18, 23

A menos que uma pessoa reconheça que é injusta, não sentirá a necessidade de justificação (a declaração de Deus de que um pecador é justo a Seus olhos). Então, para Paulo, o primeiro passo na justificação é que a pessoa reconheça ser uma pecadora impotente, sem esperança. Na construção desse argumento, Paulo apresenta primeiramente a terrível depravação dos gentios. Esses afundaram muito porque removeram Deus da mente. Então, Paulo mostra que os judeus são igualmente maus, e que ninguém pode obter salvação mediante boas obras.

Ellen G. White deixa isso muito claro: “Que ninguém tome a posição limitada, estreita, de que, no mínimo que seja, qualquer das obras humanas pode ajudar a saldar a dívida de sua transgressão. Esse é um erro fatal. Se entendessem isso, vocês deixariam de defender suas ideias acariciadas e, com coração humilde, levariam em consideração a expiação.

“Este assunto é compreendido tão vagamente que milhares e milhares que reivindicam ser filhos de Deus são na realidade filhos do maligno, porque desejam depender unicamente das obras. Deus sempre exigiu boas obras, a lei exige isso, mas quando o ser humano se colocou em pecado, onde suas boas obras não têm valor, só a justiça de Jesus pode ajudar. Cristo pode salvar totalmente porque vive sempre para interceder por nós” (Comentários de Ellen G. White, The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1.071).



Domingo
Ano Bíblico: Pv 4–7

Não nos envergonhamos do evangelho


Não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1:16, 17, RC).

1. O que estes versos lhe dizem? Você já experimentou as promessas e a esperança encontradas neles?

Várias palavras-chave ocorrem nesta passagem:

1. Evangelho. Esta é a tradução de uma palavra grega que significa literalmente “boa mensagem” ou “boas-novas”. Isolada, a palavra pode se referir a qualquer boa mensagem; mas, modificada como está nesta passagem pela frase “de Cristo”, quer dizer “as boas-novas sobre o Messias” (Cristo é a transliteração da palavra grega que significa Messias). As boas-novas são que o Messias veio e as pessoas podem ser salvas pela fé nEle. É em Jesus e em Sua perfeita justiça – e não em nós mesmos, nem mesmo na lei de Deus – que alguém pode achar salvação.

2. Justiça. Esta palavra se refere à qualidade de estar “bem” com Deus. Um significado especializado dessa palavra é desenvolvido no livro de Romanos, que destacaremos conforme prosseguir o nosso estudo do livro. Deve-se assinalar que em Romanos 1:17 a palavra é qualificada pela expressão “de Deus”. É justiça que vem de Deus, uma justiça que o próprio Deus forneceu. Como veremos, esta é a única justiça suficientemente boa para nos trazer a promessa da vida eterna.

3. . No grego, as palavras traduzidas por crer e fé nesta passagem são as formas verbal e substantiva da mesma palavra: pisteuo (crer), pistis (crença ou fé). O significado de fé, quando relacionada com a salvação se desdobrará conforme progredirmos no estudo de Romanos.

Você tem problemas com a certeza da salvação? Existem ocasiões em que você se pergunta se está verdadeiramente salvo ou não, ou mesmo se pode ser salvo? O que provoca esses temores? Em que eles se fundamentam? Podem estar fundamentados na realidade? Isto é, você pode estar vivendo um estilo de vida que nega sua profissão de fé? Neste caso, que escolhas você deve fazer a fim de receber as promessas e a certeza de que são para você, em Jesus?



Segunda
Ano Bíblico: Pv 8–11

A condição humana


2. Por que é tão fácil para nós, como cristãos, acreditar hoje na mensagem de Romanos 3:23? Ao mesmo tempo, o que pode levar algumas pessoas a questionar a veracidade desse texto?

Incrivelmente, alguns questionam realmente a ideia da pecaminosidade humana, argumentando que as pessoas são basicamente boas. O problema, porém, está na falta de compreensão do que é a verdadeira bondade. As pessoas podem se comparar a outras pessoas e se sentir bem. Até o mafioso Al Capone era um santo comparado a Adolph Hitler. Porém, quando nos comparamos com Deus e com Sua santidade e justiça, todos nós saímos com um senso opressivo de repugnância e aversão.

O verso também fala sobre “a glória de Deus”. A frase tem sido interpretada de muitas maneiras. Talvez a interpretação mais simples seja dar à frase o significado que tem em 1 Coríntios 11:7, “[O homem] é a imagem e glória de Deus” (RC). No grego, a palavra traduzida como glória pode ser considerada livremente como o equivalente da palavra imagem. O pecado arruinou a imagem de Deus no homem. O homem pecaminoso está muito longe de refletir a imagem ou a glória de Deus.

3. Como Paulo descreve os cidadãos de seu tempo? Rm 3:10-18. Mudou alguma coisa hoje? Qual dessas descrições melhor identifica você, ou como seria você, se não fosse por ter Cristo em sua vida?

Embora sejamos maus, nossa situação não é sem esperança. O primeiro passo é reconhecermos nossa absoluta pecaminosidade e também nossa incapacidade de fazer qualquer coisa por nós mesmos a esse respeito. É obra do Espírito Santo provocar essa convicção. Se o pecador não Lhe resistir, o Espírito o levará a se desfazer da máscara de autodefesa, presunção e justificação própria e lançar-se sobre Cristo, pleiteando Sua misericórdia: “‘Ó Deus, sê propício a mim, pecador!’” (Lc 18:13).

Quando você fez pela última vez uma boa avaliação de si mesmo, seus motivos, suas ações e seus sentimentos? Essa pode ter sido uma experiência muito dramática, não pode? Qual é sua única esperança?



Terça
Ano Bíblico: Pv 12–15

Do século primeiro até o 21


Na virada do século 20, as pessoas viviam com a ideia de que a humanidade estava melhorando, que a moralidade aumentaria e que a ciência e a tecnologia ajudariam a nos introduzir a uma utopia. A humanidade, acreditava-se, estava essencialmente no caminho da perfeição; isto é, com o tipo certo de educação e treinamento moral, os seres humanos poderiam melhorar a si mesmos e a sociedade. Tudo isso deveria começar a acontecer, em geral, quando entrássemos no brilhante novo mundo do século 20.

Infelizmente, as coisas não aconteceram assim. O século 20 foi um dos mais violentos e selvagens em toda a história, graças – ironicamente – em grande parte aos avanços da ciência, que tornaram possível que as pessoas se matassem em uma escala que os loucos mais depravados do passado jamais poderiam sonhar.

Qual foi o problema?

4. Identifique algumas práticas do século 21 que exemplificam a repetição das coisas descritas por Paulo em seu tempo. Rm 1:22-32

Quando a humanidade perdeu de vista a Deus, as comportas de pecado, erro e degradação se abriram. Hoje, cada um de nós está vivendo as consequências desse problema. De fato, a menos que sejamos momento a momento submissos a Deus, podemos também nos tornar parte do problema.

Preste atenção especificamente em Romanos 1:22, 23. Como vemos esse princípio sendo manifestado agora? Rejeitando a ­Deus, o que a humanidade de nosso século tem para adorar e idolatrar? E, assim fazendo, como os seres humanos se tornaram loucos? Leve sua resposta para a classe no sábado.




Quarta
Ano Bíblico: Pv 16–19


Judeus e gentios juntos


Em Romanos 1, Paulo lidou especificamente com os pecados dos gentios, os pagãos, aqueles que perderam Deus de vista muito tempo antes e, assim, caíram nas práticas mais degradantes.

Mas ele também não iria deixar livre seu próprio povo, seus patrícios. Apesar de todas as vantagens que receberam (Rm 3:1, 2), eles também eram pecadores, condenados pela lei de Deus e carentes da graça salvífica de Cristo. Nesse sentido e no de ser pecadores, de ter violado a lei de Deus e de precisar da graça divina para a salvação, judeus e gentios estão no mesmo barco.

5. Contra que perigo Paulo adverte os judeus? Que mensagem devemos todos nós, judeus ou gentios, tirar dessa advertência? Rm 2:1-3, 17-24

“Não se julguem melhores que outros homens, nem se arvorem em seus juízes. Uma vez que não lhes é dado discernir os motivos, vocês são incapazes de julgar uns aos outros. Ao criticá-los, vocês estão sentenciando a si mesmos; pois mostram ter parte com Satanás, o acusador dos irmãos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 314).

É muito fácil ver e apontar os pecados dos outros. No entanto, com que frequência somos culpados das mesmas coisas, ou até piores! O problema é que nossa tendência é fazer vista grossa sobre nós mesmos, ou nos sentimos melhor constatando como são maus os outros em comparação a nós.

Paulo não caiu nessa armadilha. Ele adverte seus compatriotas a não ser rápidos para julgar os gentios, pois eles, os judeus – mesmo como povo escolhido – eram pecadores, em alguns casos ainda mais culpados que os pagãos que se apressavam em condenar porque, como judeus, haviam recebido mais luz que os gentios.

A lição de Paulo em tudo isso é que nenhum de nós é justo, nenhum de nós atende ao padrão divino, nenhum de nós é bom nem santo de nascença. Judeus ou gentios, homens ou mulheres, ricos ou pobres, tementes a Deus ou incrédulos, todos somos condenados e, se não fosse a graça de Deus, revelada no evangelho, não haveria esperança nenhuma para nós.

Quão grande hipócrita é você? Isto é, com que frequência, mesmo que seja em sua mente, você condena os outros pelas coisas de que você mesmo é culpado? Ouvindo o que Paulo escreveu no texto de hoje, como você pode mudar?




Quinta
Ano Bíblico: Pv 20–24

Arrependimento


Um menino de cinco anos derrubou a irmãzinha, e os pais o fizeram pedir desculpas. Ele não queria, e com o canto da boca, sem sinceridade e olhos presos ao chão, ele apenas murmurou à força: “Desculpe!” Dificilmente este seria um arrependimento verdadeiro, com certeza.

6. Com essa história em mente, leia o seguinte: “Ou será que você despreza as riquezas da Sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Rm 2:4, NVI). Que mensagem existe aqui para nós?

Devemos notar que a bondade de Deus guia – não força – os pecadores ao arrependimento. Deus não usa coerção. Ele é infinitamente paciente e busca atrair a todos por amor. Um arrependimento forçado destruiria todo o propósito do arrependimento, não é certo? Se Deus forçasse o arrependimento, não seriam todos salvos? Por que Ele iria forçar alguns e não outros ao arrependimento?

7. Que acontece aos que resistem ao amor de Deus, se recusam a arrepender-se e permanecem em desobediência? Rm 2:5-10

Nestes versos e, frequentemente, ao longo de todo o livro de Romanos, Paulo enfatiza o lugar das boas obras. A justificação pela fé, independentemente da obediência à lei, nunca deve ser interpretada como se as boas obras não tivessem lugar na vida cristã. Por exemplo, no verso 7, a salvação é descrita como vindo aos que a buscam “perseverando em fazer o bem”. Embora o esforço humano não possa trazer salvação, é parte integrante da experiência da salvação. É difícil ver como alguém pode ler a Bíblia e sair com a ideia de que as obras e atos não têm importância nenhuma. O verdadeiro arrependimento, o tipo que provém voluntariamente do coração, sempre será seguido pela determinação de vencer e colocar no lugar as coisas de que precisamos nos arrepender.

Com que frequência você tem a atitude de arrependimento? É sincero, ou você tende a rejeitar sumariamente suas culpas, negligências e pecados? Se é o ultimo caso, como você pode mudar? Por que você deve mudar?



Sexta
Ano Bíblico: Pv 25–27

Estudo adicional


Leia Ellen G. White: Parábolas de Jesus, p. 291-294: “Por que Vem a Ruína”; Caminho a Cristo, p. 9-15: “O Cuidado de Deus”; p. 17-22: “A Ponte Sobre o Abismo”; A Ciência do Bom Viver, p. 492-494: “Em Contato com os Outros”; Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 146, 147: “Agentes de Satanás”.

Muitos se enganam acerca do estado de seu coração. Não entendem que o coração natural é enganoso, mais que todas as coisas, e perverso. Envolvem-se em sua própria justiça, e se satisfazem em alcançar sua própria norma humana de caráter; mas quão fatalmente fracassam quando não alcançam a norma divina, e não podem satisfazer por si mesmos as reivindicações de Deus!” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 320).

“Foi-me apresentado terrível quadro da condição do mundo. A iniquidade se alastra por toda parte. A licenciosidade é o pecado especial desta época. Jamais o vício ergueu a cabeça disforme com tal ousadia como o faz agora. O povo parece estar entorpecido, e os amantes da virtude e da verdadeira piedade se acham quase desanimados por sua ousadia, força e predominância. A abundante iniquidade não se limita apenas aos incrédulos e zombadores. Quem dera que assim fosse! Mas não é. Muitos homens e mulheres que professam a religião de Cristo são culpados. Mesmo alguns que professam estar esperando Seu aparecimento não estão mais preparados para esse acontecimento do que o próprio Satanás. Não estão se purificando de toda poluição. Têm servido a sua concupiscência por tanto tempo que lhes é natural pensar impuramente e ter pensamentos corruptos” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 346).

Perguntas para consideração

1. Examine cuidadosamente com a classe suas respostas à pergunta de terça-feira. Como vemos esse princípio manifesto na sociedade de hoje?
2. Examine a segunda citação de Ellen G. White acima. Se você se identificou com a descrição, qual é a resposta? Por que é importante não desistir em desespero mas continuar reivindicando as promessas de Deus, primeiro, de perdão; em seguida, de purificação? Quem é que deseja que você diga, de uma vez por todas: “Não adianta. Sou muito corrupto. Nunca posso ser salvo; então, o melhor é desistir também”? Você vai ouvir o que ele diz ou o que Jesus disse: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais”? (Jo 8:11).
3. Por que é tão importante para nós como cristãos entender a pecaminosidade e depravação humana básica? O que pode acontecer quando perdemos de vista essa realidade, triste mas verdadeira? A que erros uma falsa compreensão de nossa verdadeira condição pode nos levar?

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